Palavras-Chave de Cauda Curta ou Cauda Longa

Palavras-Chave de Cauda Curta ou Cauda Longa

A importância da pesquisa e utilização de Palavras-Chave relevantes é indiscutível.

A palavra-chave funciona como uma espécie de filtro, para que uma pesquisa seja iniciada.

Só que a pesquisa com um termo de “cauda curta” vai resultar num grande volume de resultados com muita chance de não corresponder ao objetivo do pesquisador.

Confira abaixo as características de cada tipo de palavra-chave.

Cauda Curta ou Cauda Longa?

Cauda Curta (Head Tail) ou Cauda Longa (Long Tail) são conceitos cunhados pelo físico americano Chris Anderson em 2006.

Ele utilizou uma analogia com o corpo de um dinossauro.

As palavras-chave do tipo Head Tail são curtas (apenas 1 ou 2 termos), mais genéricas e com alto volume de buscas. Portanto, com alta popularidade e competitividade.

Um bom exemplo de Head Tail seria a palavra-chave “Tênis”.

Essa é uma palavra-chave genérica com mais de 100 milhões de resultados. E pode se referir, por exemplo, tanto ao calçado quantos aos esportes (é difícil inferir qual é a intenção desta pesquisa).

Já uma palavra do tipo Long Tail geralmente apresenta mais de 3 termos, o que ajuda muito a imaginar a intenção de busca. Por exemplo: “tênis nike corrida vermelho feminino 36”.

Essa segunda busca resulta em 2 milhões e meio de resultados (menor competitividade) e além de esclarecer que se trata do calçado, ao especificar marca, cor, gênero e tamanho, já dá fortes indícios de intenção de compra.

Benefícios de utilizar Palavras-Chave de Cauda Longa

Utilizar palavras-chave de cauda longa otimiza os esforços de produção de conteúdo.

Você conseguirá atrair o público correto e qualificado para os seus conteúdos, o que potencializa a conversão desejada.

Irá trabalhar com uma competitividade menor, o que aumenta as chances de ranquear (melhorar a posição) do seu resultado nos buscadores, como o Google.

Isso não significa que você não deva otimizar um termo genérico. Mas é mais difícil posicionar um termo genérico.

E também irá diminuir a taxa de rejeição do seu site (que acontece quando um site é carregado e fechado sem navegação).

Essa rejeição fatalmente aconteceria, retomando o exemplo anterior, caso eu tivesse interesse em saber mais sobre a prática do “tênis de mesa” (o esporte) e acabasse sendo levada a um ecommerce de “tênis” (o calçado).

Conteúdo Evergreen ou Pontual?

Conteúdo Evergreen ou Pontual?

Há basicamente dois tipos de Conteúdo: Evergreen ou Pontual.

Todo Produtor de Conteúdo deveria ter ambos em seu Planejamento de Conteúdo, porque cada um deles pode ser utilizado estrategicamente. Entenda porque.

Conteúdo Evergreen

O Conteúdo Evergreen como a própria tradução sugere, é um conteúdo “não perecível”. Ou seja, cuja importância ou pertinência não está relacionada ao período em que é publicado ou a algum fato casual ou sazonal.

É geralmente o tipo de Conteúdo mais importante de um Blog, porque está relacionado (ou deveria estar) às palavras-chave pertinentes ao negócio do site e tem capacidade de atrair o tipo de tráfego certo para ele.

Por exemplo, este Conteúdo para mim é um Evergreen. Porque o tema principal do meu site versa sobre Produção de Conteúdo.

Então, com esse conteúdo, pretendo atrair pessoas que já tem interesse por esse tema: seja porque já produzem conteúdo de alguma maneira mas querem se aprimorar, seja porque gostariam de fazê-lo, ou ainda não sabem se deveriam e querem entender melhor.

Todos esses perfis me interessam e esse conteúdo eu poderia ter publicado a qualquer época do ano, sem perda de relevância para o meu negócio.

Conteúdo Pontual

O Conteúdo Pontual, chamado também de “Noticioso” ou “Quente” está sempre atrelado a algum tema factual como por exemplo: uma notícia, uma época do ano (sazonalidade) ou um evento (promoção ou campanha).

Visando atrair mais tráfego para o meu site, talvez de pessoas de um perfil um pouco diferente do tradicional, eu posso produzir conteúdos “pegando carona” em algum assunto que seja um “trend topic” (um tema de grande popularidade e volume de buscas).

Por exemplo, eu poderia produzir um conteúdo com o título “Tempos de Pandemia: produza conteúdos motivacionais ou inspiracionais para se aproximar do seu público.”

Este conteúdo será relevante enquanto durar a Pandemia. Mas depois de passado o evento, provavelmente o interesse por ele expirará.

Para esse tipo de conteúdo de oportunidade, você tem de acompanhar sempre as notícias que possam atingir ou ter correlação com o seu mercado e agir rápido, porque não se trata de um material planejado.

É um conteúdo de reação a um determinado evento.

Já com relação à Sazonalidade cujo exemplo mais básico tem a ver com datas do varejo (Dia das Mães, Férias, Black Friday, etc), já é possível planejar com antecedência o conteúdo e alocá-lo em seu calendário de publicações.

Idem para conteúdos relacionados a Eventos ou Campanhas. Um bom exemplo deste tipo de conteúdo é o “mês de aniversário” de uma determinada empresa (muito utilizado no varejo), em que ocorrem várias ações promocionais dirigidas aos clientes.

Como você já sabe antecipadamente quando elas ocorrerão, tem como programar o conteúdo previamente em seu calendário.

Conclusão

Agora que já conhece os tipos de Conteúdo, saiba que o ideal é sempre mesclar esses tipos para manter o interesse da sua audiência ou atrair novos visitantes para o seu site ou blog.

Para os Evergreen recomendo que se antecipe e tenha conteúdos “coringa” já previamente produzidos para ter o que publicar, caso costume publicar com frequência regular.

Mesmo para os Pontuais que tem data definida, o ideal é também já constar de um planejamento prévio.

Mas mantenha-se sempre atento às notícias inesperadas, com potencial para afetar ou correlacionar com seus produtos ou serviços.

É sempre uma oportunidade muito interessante de gerar conteúdos com grande potencial de atrair novos visitantes para o seu site.

Redação Web: Escrever para Pessoas ou Robôs?

Redação Web: Escrever para Pessoas ou Robôs?

Se você deseja realmente obter resultados efetivos na Redação Web, num curto espaço de tempo, a resposta é: você deve redigir bem ou ao menos corretamente para ambos – pessoas e robôs.

Mas se não tiver a menor ideia de como fazer isso, nem puder contratar alguém que faça por você, escolha privilegiar pessoas.

Se você for capaz de gerar um conteúdo de qualidade, realmente relevante sobre um determinado tema, que ajude as pessoas a solucionarem um problema, ainda que desconheça todas as técnicas de SEO, em algum momento (vai demorar um pouco mais), você será encontrado pelos robôs dos buscadores.

Porque as pessoas vão começar a compartilhar o seu conteúdo para outras e os buscadores acabarão descobrindo e seguindo esses links.

Afinal o DNA essencial do Google é trazer resultados úteis para as pessoas.

Por outro lado, se quiser acelerar e potencializar o seu esforço de produção de conteúdo, visando obter tráfego orgânico qualificado, você deve lançar mão de todas as técnicas e recursos para se tornar rapidamente visível e atraente também para os robôs dos buscadores.

Na redação web, gosto de escrever para pessoas, mas não dá pra desprezar os robôs

Por formação, sou publicitária raiz, da escola analógica. E um dos tipos de título que eu mais gostava era o que utilizava os “teasers”.

Um teaser é um título misterioso ou até controverso, cujo objetivo é justamente despertar o interesse do público-alvo a que se destina. E daí que, obviamente, nunca se entregava nada no título.

Você tinha de ler o texto do anúncio (que às vezes só apareceria no jornal do dia seguinte) para saciar a sua curiosidade.

O interessante é que isso ainda é um recurso bem válido no Copywriting, porque atiça um gatilho de Neuromarketing, mas isso é assunto para outro artigo.

Um pouco de “techniquês”

Do ponto de vista do conteúdo otimizado para SEO, você já teria errado logo de cara. Porque a sua palavra-chave já deveria aparecer no seu título, preferencialmente logo no início dele e ainda ser repetida no primeiro parágrafo para que um texto comece a ser considerado relevante para uma determinada palavra-chave.

Aliás adivinha qual é a palavra-chave deste texto? Reparou que o termo “Redação Web” aparece no início do meu título e no primeiro parágrafo do texto?

O ideal é você tentar fazer isso de uma forma que não fique muito repetitiva para as pessoas, porque para os robôs a repetição reforçaria a relevância.

Depois você ainda vai precisar repetir a palavra-chave em sub-títulos (do tipo H2, H3…), distribuir de forma equilibrada ao longo do texto (na densidade correta), utilizar em textos alt de imagens e vídeos, utilizar ainda palavras similares à sua palavra-chave (para possibilitar ser encontrado pelas pessoas que não vão buscar exatamente o seu termo, mas sim outros similares) e utilizar também na sugestão da composição da sua SERP (o texto do resultado que aparece no Google) em ferramentas de auditoria SEO Onpage como o Yoast, por exemplo.

E olha que estou relacionando apenas as técnicas envolvendo o uso da palavra-chave no texto. Tem uma série de outras técnicas que você tem de observar para otimizar o seu conteúdo.

Por que desenvolver conteúdo otimizado para SEO?

A grande vantagem de atender tanto pessoas quanto robôs, é poder indexar quase que imediatamente o seu novo conteúdo e posteriormente melhorar o ranqueamento do seu resultado.

Indexar significa fazer parte do Index de conteúdo do Google. Já ranquear significa melhorar a posição em que o seu resultado aparece listado nas páginas de resultados da pesquisa (a famigerada busca pela primeira página do Google).

Se você já adotou práticas de otimização onpage do seu site, provavelmente já submeteu um arquivo “robot.txt” do seu site ao Google. Então, deve já receber visitas periódicas dos robôs em busca de novos conteúdos.

Mas dá pra reforçar isso manualmente inserindo links de conteúdos anteriores já indexados e bem ranqueados, apontado para o conteúdo novo. Ou então adicionando o novo conteúdo manualmente no Google Search Console (a ferramenta do Google para desenvolvedores).

E aí a mágica acontece, usando a Redação Web

Com o tempo, você vai construindo um ativo de conteúdos bem ranqueados no Google, que vão trazer continuamente tráfego qualificado para o seu site, de forma gratuita.

Afinal, nada melhor do que aparecer para o seu público, no momento em que ele está buscando uma solução que você oferece!

Seus conteúdos vão também conferir mais Autoridade e credibilidade a você como fornecedor de soluções (sejam produtos ou serviços), junto ao seu público-alvo.

Afinal entre ofertas comerciais semelhantes, você acaba optando pelo fornecedor que parece ser mais qualificado, não é mesmo?

E você ainda vai poder equilibrar melhor o seu budget (orçamento de marketing). Porque não precisará ficar refém de investimento em tráfego pago (publicidade paga em buscadores ou redes sociais) para conseguir gerar tráfego para o seu site.

Claro que uma coisa não substitui a outra. Isso porque o ideal é sempre aparecer em destaque para as buscas de palavras-chaves relevantes para o seu negócio.

Já pensou se você conseguir aparecer com um anúncio e mais dois resultados orgânicos nas posições iniciais da primeira página? Menos espaço para o seu concorrente. #ficaadica

Conclusão da Produção de Conteúdo Otimizado

Já que você vai se esforçar para produzir conteúdo web (não deixe de fazer isso pela sua marca ou empresa) faça da melhor forma para potencializar o seu esforço.

Eu apenas arranhei a superfície das técnicas de otimização onpage. Existem várias outras que podem ser aprendidas e aplicadas, mesmo por quem não conheça código ou programação.

A Web está repleta de videoaulas e tutoriais gratuitos ensinando a fazer isso. Tem ótimo cursos pagos pra colocar tudo isso em prática. Ou você ainda pode contratar um profissional especializado para fazer isso por você.

Tudo vai depender da sua disponibilidade e dedicação pessoal (porque a produção de conteúdo deve ser preferencialmente constante e frequente), da sua urgência em obter resultados e do seu orçamento.

Mas invista em conteúdo, em redação web, da forma que puder. Garanto que não vai se arrepender.